quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

ULTIMO COMBATE

Planície verde
Salpicada de vermelho de sangue
Dos caídos da batalha insana
No crepúsculo dos tempos
Os demónios atacaram
Luta renhida e sangrenta
Peleja rija coberta de sangue
Sangue do inimigo que se juntou ao meu
Tornando-nos irmãos
De armas, de luta
Espada da mão olhando o sol que se põe
Novos exércitos que se aproximam
A arfar, de sorriso cansado olha para trás
Um resto de exército jaz moribundo no chão
Um lágrima corre teimosa
Uma dor que queima
Uma alma de louco
Suspira
Levanta a espada de gume embotado
Coberta de sangue e pedaços de carne
Inimigos desfeitos, inimigos mortos
Ensombrando meu ser
E ataco
Correndo
Desfalecendo de coração na boca
Palpitando vida a cada batida
Escorrendo de mil feridas abertas
Lutas antigas nunca saradas
O sol explode cegando-me
Cambaleio e cego
De dor e medo
Ataco a morte
Levando-me ao alívio

Lentamente abro os olhos
Sonho, pesadelo
Era real
Cambaleando de fraqueza visto-me
Pego na espada de gume embotado
Sorriu imaginando os corpos trespassados
Estou louco
A adrenalina corre
O tempo lá fora está cinzento
E saio
E ataco
No chão, estrebuchando
Afogado no meu próprio sangue
Vejo-a
Sorrindo esperando por mim
A morte
Que me sussurra palavras
Embalando-me
Até ao nada

Jimmy, 18 de Fevereiro de 2010

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Nobita escreveu: