sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Um país de merda



Um país de merda
rastejante de gente pequena
obscura e mesquinha
outrora grande num mundo pequeno
espalhando a sua semente
a sua força
restando os fracos e os ratos
ruminando os restos, os ossos
de esqueletos e corpos de antigas guerras
restando antigas glórias, bolorentas
falsos profetas e falsos deuses
religiões pagãs como se alguma houvesse
divisões e intolerâncias os ratos pelejam
país de baratas onde o sangue é verde
bolorento e pútrido
vermelho de dor, da cor de uma falsa flor
país sem rumo, ao sabor dos ventos
morre moribundo
pedante no seu autismo
encolhido no seu canto uma pequena chama treme
morrendo sem forças
golpe fatal no furúnculo de uma nação
extirpando o cancro
renovando o sangue
morrendo tal ideia, farto de lutar
por um país de merda

10 de Fevereiro de 2012

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Nobita escreveu: