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terça-feira, 11 de outubro de 2016

Ouvindo música

Ouvindo musica, sonhando
Tento mas não consigo
Choro mas não tenho alivio
A merda invade o meu espirito
Cascatas de merda castanha
Fétida, mal cheirosa
Choro lagrimas de fel
Nem sei como consigo
Viver e não morrer
Dói
Pensar, sonhar
Lágrimas arrulhantes que teimam
Em cair
Olho a musica que se ouve ao longe
Sinto a solidão, o deserto
O meu espirito rola com as pedras
De um rio
Aguas barrentas numa corrida
Sem fim
Calhaus rolados, pelo tempo
Meu espirito soluça
Afogo-me
Morro
Hoje partiria sem saudade


10 de Outubro de 2016

Nota do autor: depois levantei-me com olhos húmido e fui jantar como se nada tratasse

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Apenas

Sentado, sonho, penso
Uma vida que discorre
Um sentimento que desponta
Sinto o amargo da existência 
Do nada
Olho e vejo
O vazio do ontem
A escuridão do amanhã 
Oiço música, oiço sentimentos 
Emoções de dor, de paixão 
Sentado soluço a vida
Que não tive
Que tive
Que terei
Espinhos cravados nos pés
Calcorreio caminhos
Meus destinos
Corro
Criança 
Estou sentado e choro
O nada, a escuridão 
Sinto-me a morrer, lentamente
Um sorriso que desmaia
Branco, lívido 
Dentes arreganhados num sorriso
Ela que me chama
Sentado olho, vejo, escuto
O som de um coração que bate
O meu
Morto para a vida
Vivo para a morte
Grita a plenos pulmões 
Sentado choro
A solidão, a dor
De estar
De apenas estar, aqui
Só 
Sentado olho e vejo
O nada
Levanto-me e caminho
Dou o passo e lanço-me
No vazio
Onde finalmente me vejo
Só 


10/10/2016

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

O círculo

Jonas flutuava no seio do nada, imerso num meio viscoso e negro que lhe tolhia os sentidos impedindo-o de qualquer movimento, de qualquer sensação. O negro da escuridão era atroz, fazia-o sonhar com a morte, aliás, sentia-se morto mas tinha consciência de estar vivo, apenas afogado no nada.
A sua mente estava entrar em turbilhão, acelerava a velocidade do raciocínio até tocar os limites do pânico. As ideias rolavam, as visões apareciam e desapareciam a uma velocidade alucinante. Jonas via-se nu deitado numa cama coberto por uma mortalha assim como corria como uma criança num areal enorme de uma praia longínqua, para além dos tempos. Algo o fazia lembrar, tempos idos, vidas vividas, outras eras quando estava ás cambalhotas, no ar, rodopiando loucamente, sobrevoando a morte, escapando ao esmagar dos ossos contra o metal que se lançava sobre ele. Jonas tentava respirar mas o nada esmagava-lhe o peito, asfixiando-o, levando-o para a caverna escura onde lutava para escapar á armadilha mortal.
Os acontecimentos sucediam-se uns atrás dos outros ao som de uma música pungente, dorida lembrando tempos idos, vidas amadas, dores alucinantes, medos atrozes. A pancada que vinha á velocidade de uma vida e que acabava numa explosão de dor que matava o espírito, marcando o inconsciente deixando incólume o corpo, esse corpo cheio de marcas invisíveis de uma vida de luta. Uma luta incessante que agora o inundava em vagas cada vez mais revoltosas a sua mente.
Essa mente que um dia viu a luz e passou a viver nas sombras, a luz que o cegou deixando-o com uma tristeza cada vez maior. Uma luz que ele via e reconhecia naquela música dorida e pungente. A luz que lhe trazia lágrimas aos olhos, sentindo-se um náufrago que tinha tocado na salvação e que agora se afundava num oceano de certezas sendo a morte uma delas, tinha tocado na bóia, tinha sentido a vida e agora morria, maravilhado pois tinha visto a luz.
Jonas tentava arfar, viu o sorriso juvenil daquela que ele, numa outra vida, tinha desprezado mas que a marcou até ao fim dos tempos, era um sorriso bonito, uma beleza que Jonas só passou a dar importância uma vida depois, quando tudo era negro, esse sorriso iluminava-lhe a alma. Agora, fechado no nada, flutuando no vazio, o seu corpo sendo sugado de toda a vida se encolhia tudo se resumia a esse sorriso. Jonas colapsou, o seu coração falhou uma batida e entrou numa arritmia louca levando-o para outras dimensões.
Jonas viu as estrelas, imensas estrelas quando descobriu que estava no meio de uma explosão, dor, medo, tudo em simultâneo mas vendo o universo a nascer, vendo a vida a aparecer, um carrossel de cores e radiação que o queimava, que o cegava não o impedindo, no entanto, de ver, a radiação entrava-lhe pelo cérebro afectando as suas células levando-lhe a mensagem. Jonas tentava decifrar aquele código que o bombardeava ininterruptamente até começar a ver com o espírito, há muito que o seu corpo se tinha dissolvido em átomos espalhando-se pelo tempo ocupando a totalidade do universo. Jonas começou a acalmar, o nada, o vazio onde estava mergulhado passou a ser uma realidade, uma melodia que o embalava. Flutuou feliz ao sabor da corrente, deixando-se embalar pelo calor, pelo pulsar do universo que o transportava para o negro, para a escuridão que a velocidade alucinante o puxava, o atraía. A dor começou a ser grande, a aumentar, a pressão que o esmagava, o craneo comprimido deformava-se.
Jonas sentia-se afogar, o desespero a aumentar, a dor, as luzes brilhantes e, sem aguentar mais, com sofreguidão aspirou o ar que lhe queimou os pulmões, fazendo-o gritar de dor. E Jonas chorou como nunca tinha chorado antes, antevendo um futuro de dor.
- Nasceu! Um belo rapaz que berra a plenos pulmões! Exclama o médico sorrindo segurando um bebé pelos pés, roxo de tanto gritar.

sábado, 13 de agosto de 2016

O génio

O génio

Jonas, sentado na borda da cama olhava aquele objecto brilhante que jazia inerte na sua mão, o pescoço espartilhado por um laço ridículo fazia-o arfar. Suspirou e calçou o sapato negro, brilhante, reflectindo as luzes do candeeiro com umas matizes estranhas. Jonas sorrio, aquele brilho tinha padrões que se encaixavam de uma forma perfeito numa racionalização. O sorriso depressa desapareceu quando sentiu o seu pé apertado e asfixiado naquele pequeno ataúde de cabedal.
-     Tenho de usar mesmo esta farpela? Lamenta-se com voz lamuriosa, já sabia de antemão a resposta.
-     Não te demores que já estás a ficar atrasado! Disse-lhe docemente a sua companheira ajeitando-lhe o cabelo e sacudindo um pó imaginário nos ombros de Jonas.
-     Só por causa de um papel que eu escrevi e chateiam-me com estas coisas! Podias ir por mim, explicavas que estava doente. Dizias-lhe que o papel tinha sido uma piada, aliás é uma piada.
-     Não sejas parvo! Sabes bem que o teu trabalho vale mais do que uma piada!
-     É uma piada! Ainda hoje me rio a ver a cara deles ao ler a descrição do nascimento de um campo de forças, o seu desenvolvimento e desaparecimento numa explosão caótica de energia em entropia total...
-     Eles julgam o contrário!
-     Eles são burros, aquilo é a representação matemática de um orgasmo! A piada é essa! O que eu me ri daquele ser iminente que relacionou com a anti-matéria, o pedantismo com que fez a análise.
-     Vamos... Estás pronto!

Era um anfiteatro imenso, um palco enorme com um quadro negro baço, manchado de marcas apagadas de giz. O anfiteatro tinha a beleza da antiguidade, do clássico. O orador podia escrever que todos teriam acesso. Ao mesmo tempo tinha um ar austero que intimidava, gerações de sumidades ali tinham apresentado a sua sapiência, altaneiros, elevados nas suas cátedras. Esse ambiente belo mas aterrador intimidava Jonas, sentado na primeira fila, tentando alargar o colarinho ridículo que o asfixiava. Jonas olhava para o orador e viu as ondas sonoras emanadas da sua boca, espalhavam-se de um forma harmoniosa até atingirem um obstáculo, reflectiam-se, entrechocavam-se, criavam ondas derivadas que por sua vez se encontravam com as outras ligeiramente desfasadas no tempo que saíam doa altifalantes, ondas essas que vinham aplainadas pelos filtros. Jonas via o som no ar, tão alterado pelas interferências, choques e reflexos e pensou que se o som tivesse cor estaria agora no meio do oceano. Sorriu com a comparação, a entropia do oceano só é visível á superfície, no seu seio não é tão aparente. O seu sub-consciente mergulhou no meio das águas revoltas onde viu os vórtices, as camadas. A misturarem as suas diferentes densidades, correntes que corriam velozes soltando pequenos vórtices de água, Jonas sorriu, afinal estava num oceano de som. Quando de repente tudo desapareceu, as ondas morreram, ficou o vazio e Jonas flutuava perdido.
-     Estás na lua? Estão á tua espera! É o teu momento! Acotovela-lhe sussurrando a sua companheira.
O terror tomou conta do seu espírito, tinha chegado o momento, estava ali para a matança, ía ser sacrificado. Levantou- se da cadeira e cambaleou, bêbado de adrenalina, o sangue pulsava nas suas têmporas, sangue quente, fluido iluminando-lhe o cérebro, trazendo-lhe a luz que há muito ansiava. Caminhou, resoluto, para o palco, a audiência aplaudia mas Jonas já não navegava, estava agora numa viagem cósmica, o vazio á sua volta, estrela brilhavam no firmamento aumentando as sinapses, levando a frequência das sinapses a um ritmo alucinante.
No púlpito, fez um ligeiro aceno para o apresentador e dirigiu-para o quadro e começou a escrever.

0 = x - x

Depois desenvolveu cada x numa equação diferente mas ambas complexas. E foi subindo na sua complexidade. Desenhavam-se ali conceitos complexos, quânticos, relativistas. Alguém suspirou na audiência, tinha visto a anti-gravidade ou algo que a poderia explicar. Outro julgou ver a anti-matéria.
O quadro enchia-se de conceitos e todos estranhamente ligados pelo sinal de igual quando de repente as equações começaram a ser mais curtas e cada vez mais estranhas.
Jonas resfolegava, casaco no chão, laço arrancado, camisa fora das calças e cada vez mais enlouquecido chegava ao fim dos seus cálculos.

            lim x (n ->i) = lim x(n->0)

Jonas olhou para o resultado de olhos abertos, lágrimas corriam loucas cara abaixo, soluçava como um criança quando sentiu alguém a segurar-lhe nos braços, uma voz doce e uma picada num ombro que o levou á escuridão total.

A audiência estava agitada, discutiam o que viam, alguns recusavam-se a ver sequer, não tinham tempo para loucos. A organização agiu rapidamente, mandou filmar todo o quadro, gravar toda a prova, poderia ser útil mais tarde, estavam ali conceitos que nunca tinham sido vistos nem abordados.

Uma pessoa manteve-se sentada, olhar fixo na equação final, chorava de mansinho lágrimas de dor.
-     Não se preocupe minha senhora! Ele será bem tratado, provavelmente teve um esgotamento. Nada que um bom descanso não trate.
-     Você não consegue entender se não conhecer a história. Tem de a conhecer para entender aquela maluqueira de equações.
-     Você entende? Pergunta desconfiado o organizador do evento. Entende aquela matemática?
-     De maneira nenhuma! Aquilo é chinês para mim! Só o resultado tem um grande significado para nós os dois. Ele começou com um zero e partir daí evoluiu e pelo que o conheço estava á deriva nos conceitos, uns atrás dos outros até começar a encontrar um fim e ir até lá. Chegou e enlouqueceu de dor. Como eu estou agora.
-     Pode-me dizer? Dá-me uma pista?
-     Zero é igual á equação final. Quando n é infinito e n é zero, é tudo zero, acabou. Vive apenas no cosmos, no universo, na memória.
-     Não entendo...

-     Nós chamávamos Nino á nossa neta.... E dizendo isto a companheira de Jonas desmanchou-se num pranto silencioso entrecortado por um soluçar de dor. Ali no meio, vocês podem ver a vida e aprender com ela.


segunda-feira, 18 de maio de 2015

Olhando o tecto

Deitado olho o tecto
Amarelo do tempo
Perdia-me na vida antes vivida
Memórias, pedaços de filmes
Maus actores e enredos baratos
Histórias, apenas histórias
Vida esfomeada, louca
Procurando a fome
Querendo a fome
Morrendo todos os dias
Um pouco
O desejo ardendo, penetrante
Deitado olho tecto
Recordando, morrendo cada segundo
Dor pungente sobre o peito
Ânsia de vida, fome de vida
Tanta dor, tamanha dor
Por nada, para nada ter
Por nada alcançar
Deitado sonho, vida vivida
Vida almejada
Aspiro sofregamente, sofro
Falta-me o ar, o alento
Deitado olho o tecto e morro
Mais um dia.


17 de Maio de 2015 

quinta-feira, 7 de maio de 2015

O precipício


Á beira do precipício me sinto
Agarrando as nuvens, brancas
Etéreas, passageiras
A dor a entranhar-se, novamente
Insidiosa
Á beira do precipício olho
A vida, que se escoa, ardente
Sento-me e choro
O tempo que morre
Todos os segundos
Uma eternidade


7 de Maio de 2015

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Hoje chorei

Hoje chorei como não chorava há muito tempo. Chorei de dor e saudade. Chorei a perda.
Chorei a percepção do para sempre, da eternidade, do nunca mais.
A saudade apertou-me o peito num abraço fraternal, ela acompanhar-me-á até ao final dos meus dias. Será a minha companheira nas noites sem fim, olhando as estrela e conversando, lembrando o passado, lembrando a saudade, a memória, a dor sem fim.
Sozinho, sentado na minha cadeira olho um ecrã vazio de vida, as lágrimas correram enquanto lia a mensagem, a dor voltou, a dor que se recusa a morrer, a dor que eu recuso matar. A dor que mantém viva a memória daquele sorriso.
Hoje chorei, amanhã chorarei ainda mais. Não quero perder o que me resta, a memória, a lembrança de tudo o que resta e se desvaneceu em fumo, espalhando-se ao vento, ocupando o infinito, sendo espírito.
Amargas são as lágrimas que derramo, doces são as memórias.
Um beijo onde quer que estejas, eu estarei sempre aqui, olhando por ti.


18 de Abril de 2015

A estrela

Uma estrela brilha
No céu negro da saudade
Brilha, tremeluz, simples pingo de luz
As lágrimas correm soltas
Uma dor surda, permanente
Um sorriso simples
Uma memória
Uma punhalada no coração
A dor
Lágrimas amargas
Uma estrela brilha
Lá em cima
Iluminando a noite
Sorrindo
Esperando
Que eu adormeça


18 de Abril de 2015

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

A dor

A dor que dói
A maior dor de todos os tempos
Aquela que não tem cura
Nem drogas para a mitigar
A dor que perdura
De alguém que foi
Partiu
Para nunca mais voltar
Deixando um sorriso
Uma memória
Uma dor

quinta-feira, 29 de maio de 2014

A noite

Estou estoirado....
A dor não me larga, não me dá descanso. amansa ás vezes dando-me uma falsa esperança retornando então com uma vioência desnecessária.
E aqui estou eu, com ar macilento, madrugada alta, escrevendo a minha dor.
Cabeceio de sono, os olhos mal se mantêm abertos e ela lá está, á espera que as defesas caiam. muitas vezes denuncia a sua presença com guinadas fortes, mostrando sadicamente todo o seu poder.
Estou cansado mas sorriu e dou-lhe as boas vindas, é uma companheira de vida...

Vou ver se consigo dormir mais uns minutos, ela também necessita de descansar.

domingo, 11 de maio de 2014

O despertar dos mágicos...

O titulo não é original mas que se lixe. A realidade é que o Jonas despertou. Ele que estva ali morto e enterrado devido a circunstancias externas despertou para a vida.
A vida de Jonas tinha sido destruida pelo Prozac, droga que o matou lentamente levando-o quase á inexistencia. 
Mas Jonas não estava morto, estava enterrado no fundo do meu inferno tendo sido despertado pelas drogas que tenho ingerido para mitigar umas simples dores simplesmente infernais.

O primeiro sintoma foi no navio, cheio de uma mistela auto-medicada comecei a ver cores pouco comuns nas minhas várias cogitações, as cores eram mais brilhantes, uns caleidoscpópios interessantes.

Já internado e com aquelas doses de drogas que aliviam um torturado depois de ter sido surrado uns doze dias a fio começo a sonhar, mas a sonhar de uma forma estranha, estava consciente e via as imagens, via as histórias. Interrompia-as e elas continuavam. E as histórias eram em loop e de um colorido muito brilhante. Joanas era o maestro desse rodopiar de imagens. A morte era o tema principal embora de um modo diferente daquele que tinha caracterizado Jonas, ela era agora uma névoa que pairava tudo destruindo. Impressionante o rodopiar de homens d chocolate que se dobravam sobre si e morriam ao ritmo de uma debulhadora, fila atrás de fila de homens de chocolate todos diferentes com mortes tão desiguais.
Fechava os olhos e cena mudava o tema mantinha-se mas o que tornava a coisa um bocado interessante era o facto de que quem morria não era pelo facto de alguém ter morrido anteriormente mas sim posteriormente, um desenrolar de história da vida daquela pessoa até ás suas eternidades remotas.
A causa da morte estava sempre muito presento no acto em si como numa imagem de um grupo de estudantes que se tinham lançado do alto de um prédio e quando se estatelaram cá embaixo apresentavam todos marcas de violação sexual. Essa sequência desaparecia e vinha outra semlhante. Abria os olhos e as imagens tinham cqntinuação, Jonas está vivo mas está diferente.

As drogas já estão a diminuir e a intensidade das imagens também. Foram suficientes para me mostrar que Jonas vive.

(As dores aumentam, tenho de me deitar)

(As dores voltaram, a noite voltou)

E a vida continua ....

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Sem título

Barulho
Música, o raio do Jimi Hendrix
Barulho de rodados
E não sai nada, vazio de ideias
Cheias de emoções
Sentimentos a voarem
Gaivotas a voarem, grasnando
Gritando e bulhando
Pedaço de peixe infecto
Morto na agonia, as dores afogando
Num vómito, num estertor
Num último sorriso
Num último olhar
Os rodados não páram
A música não pára
Gritam palavras com harmonia
Harmonia de vida, de morte, de sofrimento
Morto por outros sucumbe
Suspira e renasce
Amanhã é outro dia

16 de Abril, 2014