terça-feira, 13 de setembro de 2011

Rasto....


Estou neste momento no meu camarote. E o tempo passa, o navio abana e eu começo a escrever.
A tristeza começa a invadir-me, é mais forte do que eu. É uma tristeza estranha, inevitável e que magoa. A esperança desvanece-se.
As razões? Não são necessárias razões, ela existe e aparece, cinzenta e crua.
Estou só, apenas isso
Sinto-me só
E nunca hei-de ter companhia
Vou morrer só
Lá nos confins dos tempos morrerei e estarei só
Estenderei a mão e o inexplicável apenas me olhará
Inerte e cinzento
Enigmático
E a tristeza apagar-se-á
Sinto-me triste e só
.
.
.
.
O tempo passa e eu sinto-o a correr nas minhas veias
Aqui sentado escrevendo
Ao som das batidas do meu coração
Batendo em uníssono com a canção
Chorada
Da Diana
Enchendo meu espírito de incertezas
De solidão
De não alcançar
E morrer tentando
As lágrimas já secaram
Os soluços afogaram-se
No mar da minha angústia
Sinto que já nada sobra
Apenas resta
O meu cadáver ainda vivo
Que teima em caminhar
Veredas melancólicas
Áridas
De sorrisos
De paixão
Mar salgado que queima a garganta
Lágrimas que saltam
Salgando rios de tristeza
Aquela tristeza que agora sinto…
Dói-me a alma….

Jimmy
Navegar, 12 de Setembro de 2011

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Nobita escreveu: