Eu sou um pirata pois roubo e saqueio sem vergonha nenhuma, um beijo aqui, outro beijo ali. Um dia será uma arca cheia de tesouros com algumas que fui abrindo ao longo da vida, descobri tesouros que desconhecia, descobri a vida que não sabia existir, descobri muito do meu eu que se mantinha escondido numa couraça de guerreiro que só combateu a suas várias imagens nos espelho que encontrava nas encruzilhadas das estradas da vida. Estranho hoje pareço um menino de barba macilenta a roubar pequenas moedas de prata ás filhas da Deusa Lua que se pavoneiam chilreando á minha volta.
Refúgio de um animal acossado pelos seu próprio intelecto, que, pelo que parece, não deve ser muito elevado...
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
terça-feira, 2 de dezembro de 2014
A dor
A dor que dói
A maior dor de todos os tempos
Aquela que não tem cura
Nem drogas para a mitigar
A dor que perdura
De alguém que foi
Partiu
Para nunca mais voltar
Deixando um sorriso
Uma memória
Uma dor
A maior dor de todos os tempos
Aquela que não tem cura
Nem drogas para a mitigar
A dor que perdura
De alguém que foi
Partiu
Para nunca mais voltar
Deixando um sorriso
Uma memória
Uma dor
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
AS MULHERES QUE EU DESEJO
Um sorriso que me encantou
Um toque que me faz sonhar
O menino que eu sou
Que só quer namorar
Poeta da treta
De rima de pé quebrado
Apaixona-se, enamora-se
Esta, aquela, aqueloutra
Não são todas mas são aquelas
Que com o seu sorriso
Me encantam
Que com a sua candura
Me seduzem
Como um cão abandonado
Fico num canto
Ganindo o abandono
De quem nunca fui
De quem nunca pensou
Excepto na minha loucura
Imaginei tal paixão
Quero-as a todas
Amo-as e desejo-as
Como um dia escrevi
Amo as minhas paixões
Uma forma de amar a vida
E uivando mansamente
Olho o mar, olho o horizonte
Esperando, sonhando
Encontrar tal sereia
Que me acolherá no seu colo
E adormeça finalmente.
16 de Novembro de 2014
VELHO LOBO
Um velho lobo caçando
Longe, na estepe nua
Na noite de luz crua
Uiva a sua solidão
Está frio
Sopram os ventos dos tempos
A alma gela, mortal
Sonhos que morrem
Realidades ténues
Sucumbem ao som do tempo
Está frio
Patas doridas e recomeça a busca
A alcateia espera
Silenciosa
O silêncio dos fim dos tempos
Que se estende negro
Como uma vaga na praia da vida
Onda leve que avança no baixio
Molhando e mergulhando
Tudo
No frio do azul, no frio do tempo
Empurrando as pequenas conchas
Brilhantes
Breves lampejos de vida
Na noite que se aproxima
Lá em cima as estrelas
Começam a brilhar.
16 de Novembro de 2014
terça-feira, 11 de novembro de 2014
O velho lobo
Coxeando nas veredas da floresta
Velho lobo de pelo ralo e baço
Olhar brilhante e olhar mortiço
Procura vida e brilho na giesta
Vê a lua, vê o sol
Uiva de dor, uiva de paixão
Deita-se e sofre
Sem futuro
Só o presente, amargo
Os sorrisos que encantam
As corças que fogem
Velho lobo sentado, cansado
Sonha, sonha apenas
Uma dor
Uma paixão
quinta-feira, 29 de maio de 2014
A noite
Estou estoirado....
A dor não me larga, não me dá descanso. amansa ás vezes dando-me uma falsa esperança retornando então com uma vioência desnecessária.
E aqui estou eu, com ar macilento, madrugada alta, escrevendo a minha dor.
Cabeceio de sono, os olhos mal se mantêm abertos e ela lá está, á espera que as defesas caiam. muitas vezes denuncia a sua presença com guinadas fortes, mostrando sadicamente todo o seu poder.
Estou cansado mas sorriu e dou-lhe as boas vindas, é uma companheira de vida...
Vou ver se consigo dormir mais uns minutos, ela também necessita de descansar.
A dor não me larga, não me dá descanso. amansa ás vezes dando-me uma falsa esperança retornando então com uma vioência desnecessária.
E aqui estou eu, com ar macilento, madrugada alta, escrevendo a minha dor.
Cabeceio de sono, os olhos mal se mantêm abertos e ela lá está, á espera que as defesas caiam. muitas vezes denuncia a sua presença com guinadas fortes, mostrando sadicamente todo o seu poder.
Estou cansado mas sorriu e dou-lhe as boas vindas, é uma companheira de vida...
Vou ver se consigo dormir mais uns minutos, ela também necessita de descansar.
domingo, 11 de maio de 2014
O despertar dos mágicos...
O titulo não é original mas que se lixe. A realidade é que o Jonas despertou. Ele que estva ali morto e enterrado devido a circunstancias externas despertou para a vida.
A vida de Jonas tinha sido destruida pelo Prozac, droga que o matou lentamente levando-o quase á inexistencia.
Mas Jonas não estava morto, estava enterrado no fundo do meu inferno tendo sido despertado pelas drogas que tenho ingerido para mitigar umas simples dores simplesmente infernais.
O primeiro sintoma foi no navio, cheio de uma mistela auto-medicada comecei a ver cores pouco comuns nas minhas várias cogitações, as cores eram mais brilhantes, uns caleidoscpópios interessantes.
Já internado e com aquelas doses de drogas que aliviam um torturado depois de ter sido surrado uns doze dias a fio começo a sonhar, mas a sonhar de uma forma estranha, estava consciente e via as imagens, via as histórias. Interrompia-as e elas continuavam. E as histórias eram em loop e de um colorido muito brilhante. Joanas era o maestro desse rodopiar de imagens. A morte era o tema principal embora de um modo diferente daquele que tinha caracterizado Jonas, ela era agora uma névoa que pairava tudo destruindo. Impressionante o rodopiar de homens d chocolate que se dobravam sobre si e morriam ao ritmo de uma debulhadora, fila atrás de fila de homens de chocolate todos diferentes com mortes tão desiguais.
Fechava os olhos e cena mudava o tema mantinha-se mas o que tornava a coisa um bocado interessante era o facto de que quem morria não era pelo facto de alguém ter morrido anteriormente mas sim posteriormente, um desenrolar de história da vida daquela pessoa até ás suas eternidades remotas.
A causa da morte estava sempre muito presento no acto em si como numa imagem de um grupo de estudantes que se tinham lançado do alto de um prédio e quando se estatelaram cá embaixo apresentavam todos marcas de violação sexual. Essa sequência desaparecia e vinha outra semlhante. Abria os olhos e as imagens tinham cqntinuação, Jonas está vivo mas está diferente.
As drogas já estão a diminuir e a intensidade das imagens também. Foram suficientes para me mostrar que Jonas vive.
(As dores aumentam, tenho de me deitar)
(As dores voltaram, a noite voltou)
E a vida continua ....
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