Refúgio de um animal acossado pelos seu próprio intelecto, que, pelo que parece, não deve ser muito elevado...
sábado, 2 de janeiro de 2010
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
A Piscina
A imagem é vermelho sangue como nunca tinha visto
Vermes retorcem-se no vermelho dos meus olhos
A água entra pelo meu nariz e afogo-me
Os vermes deliciam-se
Ouvi agora a frase: te amo… e dei um tiro na cabeça….
Vermes retorcem-se no vermelho dos meus olhos
A água entra pelo meu nariz e afogo-me
Os vermes deliciam-se
Ouvi agora a frase: te amo… e dei um tiro na cabeça….
sábado, 19 de dezembro de 2009
A MORTE DE UM DESESPERADO
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Sentado olhava....
Sentado olhava
Alma cinzenta e destroçada
Mil pelejas cicatrizavam purulentas
Olhar o nada, vazio e perdido
Toda uma vida discorria
Um episódio, um sorriso, outro, um esgar
Olhava o futuro
Sem alento
Cansado
Tremendo
Levanta-se pesadamente
O peso da vida numa carcaça velha
Ossos calcificados rangem o seu protesto
A dor volta
Lenta e insidiosa
Um passo, uma nova conquista
O sol há muito se pôs
Sombras negras envolvem a escuridão
A noite aproxima-se enfim
Sem estrelas, sem brilho
Outro passo
E o vento sopra numa aragem
Gélida, cortante
Abrindo chagas na alma
Dorida
Outro passo e olha o céu
Um brilho tenta furar a escuridão
Luta com as trevas
Ele reconhece a deusa
De face serena e pálida
De sorriso quente e terno
Sorri, sente-se criança outra vez
Embalado por aquela luz
Fria e cinza
De uma lua árida
Que o embala num sono profundo
Sines, 13 de Dezembro de 2009
Alma cinzenta e destroçada
Mil pelejas cicatrizavam purulentas
Olhar o nada, vazio e perdido
Toda uma vida discorria
Um episódio, um sorriso, outro, um esgar
Olhava o futuro
Sem alento
Cansado
Tremendo
Levanta-se pesadamente
O peso da vida numa carcaça velha
Ossos calcificados rangem o seu protesto
A dor volta
Lenta e insidiosa
Um passo, uma nova conquista
O sol há muito se pôs
Sombras negras envolvem a escuridão
A noite aproxima-se enfim
Sem estrelas, sem brilho
Outro passo
E o vento sopra numa aragem
Gélida, cortante
Abrindo chagas na alma
Dorida
Outro passo e olha o céu
Um brilho tenta furar a escuridão
Luta com as trevas
Ele reconhece a deusa
De face serena e pálida
De sorriso quente e terno
Sorri, sente-se criança outra vez
Embalado por aquela luz
Fria e cinza
De uma lua árida
Que o embala num sono profundo
Sines, 13 de Dezembro de 2009
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Só ...
Um pequeno quarto, cama coberta de roupa desalinhada e almofada toda amachucada, apenas uma pequena mesa-de-cabeceira com alguns artigo por lá atirados.
Estava escuro e eu, sentado, olhava para a janela vendo a escuridão a passar perante os meus olhos, sentia um aperto enorme, sentia a dor da solidão.
Sonhava que me afogava, braços estendidos em direcção á superfície, tábuas a que me agarrava mas que não me impediam de me afogar na maior das solidões.
E o tempo passava, horas, dias, meses e nada conseguia atenuar a dor.
Sinto-me cada vez mais só
Sei que morrerei um dia. Se calhar a dor morrerá aí, se calhar terei o sossego que mereço.
Sentado na cama suspiro e lembro-me, gemo de saudade a solidão volta a avassalar, tremenda e crua….
Suspiro e deito-me, fecho o s olhos e ela olha para mim, fazendo-me sentir só.
Estava escuro e eu, sentado, olhava para a janela vendo a escuridão a passar perante os meus olhos, sentia um aperto enorme, sentia a dor da solidão.
Sonhava que me afogava, braços estendidos em direcção á superfície, tábuas a que me agarrava mas que não me impediam de me afogar na maior das solidões.
E o tempo passava, horas, dias, meses e nada conseguia atenuar a dor.
Sinto-me cada vez mais só
Sei que morrerei um dia. Se calhar a dor morrerá aí, se calhar terei o sossego que mereço.
Sentado na cama suspiro e lembro-me, gemo de saudade a solidão volta a avassalar, tremenda e crua….
Suspiro e deito-me, fecho o s olhos e ela olha para mim, fazendo-me sentir só.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
O espelho......
Olhava aquele rosto marcado que se espelhava á minha frente, reconhecia nele uma certa vida que se tinha esmorecido ao longo das amarguras.
Olhos cavos e escuros assim como eram profundas e negras as olheiras de muitas noites mal dormidas onde fantasmas se riam de uma lenta fuga da realidade cada vez mais escura e insípida.
Estendia a mão tentando tocar a superfície espelhada, o dedo a aflorar o frio do outro lado, a mão a atravessar sem dificuldade
Num impulso salta para o outro lado sentindo de imediato um frio de apertar a alma, fundo escuro de um queda eterna, um sufocante aperto no peito e mergulhou no espelho da sua perdição desaparecendo nas águas escuros do lago que reflectiam o azul do céu onde se podia notar as brancas nuvens que passavam sem parar impulsionadas pelo bater de asas das aves.
Jazia lá em baixo de olhos arregalados na lama do fundo enterrando-se lentamente para gáudio de milhões de seres.
Olhos cavos e escuros assim como eram profundas e negras as olheiras de muitas noites mal dormidas onde fantasmas se riam de uma lenta fuga da realidade cada vez mais escura e insípida.
Estendia a mão tentando tocar a superfície espelhada, o dedo a aflorar o frio do outro lado, a mão a atravessar sem dificuldade
Num impulso salta para o outro lado sentindo de imediato um frio de apertar a alma, fundo escuro de um queda eterna, um sufocante aperto no peito e mergulhou no espelho da sua perdição desaparecendo nas águas escuros do lago que reflectiam o azul do céu onde se podia notar as brancas nuvens que passavam sem parar impulsionadas pelo bater de asas das aves.
Jazia lá em baixo de olhos arregalados na lama do fundo enterrando-se lentamente para gáudio de milhões de seres.
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